Pinguim recebe 24 indicações ao Emmy; showrunner revela bastidores
Em entrevista ao Deadline, Lauren LeFranc revela bastidores de Pinguim, da HBO Max, indicado a 24 Emmys, com Colin Farrell e Cristin Milioti.
Por Daniele Gonçalves
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A minissérie Pinguim, derivada de The Batman e exibida na HBO Max, confirmou seu impacto ao receber 24 indicações ao Emmy. O drama acompanha a violenta ascensão de Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell) em Gotham City e seu confronto com Sofia Falcone (Cristin Milioti).
Em entrevista ao Deadline, a criadora e showrunner Lauren LeFranc destacou os riscos criativos da produção, as escolhas narrativas mais ousadas e a resposta positiva da crítica e do público.
Subverter expectativas de Gotham
LeFranc explicou que o maior desafio foi criar algo inesperado para uma cidade já tão explorada na cultura pop:
“A série foi realmente desafiadora porque queríamos fazer algo diferente do que as pessoas esperariam. Havia uma energia no set de que estávamos fazendo algo especial e sombrio, diferente de tudo já feito em Gotham City.”
A ousadia rendeu indicações de peso, incluindo Melhor Série Limitada ou Antologia, Melhor Ator (Colin Farrell), Melhor Atriz (Cristin Milioti) e Melhor Roteiro para Série Limitada.
A morte de Victor e o peso dramático

Durante a entrevista, LeFranc confirmou que a morte de Victor (Rhenzy Feliz) já estava definida antes mesmo da sala de roteiristas iniciar os trabalhos:
“Eu queria que Victor fosse o coração da série. Sua morte precisava ser dolorosa e impactante. O público deveria sentir que Oz o traiu sem necessidade, e foi isso que buscamos.”
A cena foi construída para gerar choque e revolta, com participação decisiva de Rhenzy Feliz e Colin Farrell. Segundo LeFranc, até a equipe de edição ficou emocionalmente abalada ao trabalhar na sequência.
Sofia Falcone e a icônica máscara de gás
Outro destaque da entrevista foi a sequência de Sofia Falcone usando uma máscara de gás e revelando suas cicatrizes pela primeira vez. LeFranc explicou que a cena foi fruto de colaboração intensa entre a atriz Cristin Milioti, a diretora Helen Shaver e a figurinista Helen Huang:
“Queríamos que fosse um momento poético. Sofia não se escondia mais, estava confortável em mostrar suas cicatrizes. A cena equilibra brutalidade e beleza, e Cristin trouxe leveza inesperada à interpretação.”
A trilha escolhida, “So Long My Love”, de Sarah Vaughan, ajudou a transformar a sequência em uma das mais memoráveis da série.
Desafios de escalação e detalhes de produção

LeFranc também revelou que várias decisões poderiam ter fracassado. O papel de Oz jovem exigia um ator infantil capaz de lidar com cenas pesadas, e a escolha de Ryder Allen foi vista como decisiva para o sucesso dos flashbacks. Já Deirdre O’Connell, como Francis Cobb, impressionou ao dominar o sotaque criado para The Batman:
“Era algo que poderia ter dado errado, mas desde o início ela convenceu a todos de que era a mãe de Oz.”
O futuro da narrativa sombria
Encerrando a entrevista, LeFranc ressaltou a satisfação de ver a equipe e o elenco reconhecidos:
“Não é por prêmios que fazemos, mas foi uma alegria criar algo tão sombrio e distorcido. Ter isso reconhecido pelos nossos pares é uma honra imensa.”
Com sua abordagem ousada, Pinguim consolidou-se como um dos dramas mais comentados do ano, provando que ainda há novas formas de explorar Gotham e seus personagens complexos.
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