Final de Frankenstein de Guillermo del Toro explicado: mudanças em Victor e na Criatura

Frankenstein (2025), de Guillermo del Toro, apresenta um final emocional entre Victor e a Criatura, destacando perdão, responsabilidade e identidade.

Por Daniele Gonçalves

Frankenstein, de Guillermo del Toro, ganha trailer oficial. O filme estreia em 23 de outubro nos cinemas e em 7 de novembro na Netflix.

A adaptação de Frankenstein dirigida por Guillermo del Toro que estreou em 2025 apresenta uma leitura ousada e emocional dos momentos finais entre Victor Frankenstein e a Criatura, afastando-se das versões tradicionais e aprofundando temas de perdão, responsabilidade e identidade.

Victor Frankenstein busca redenção antes da morte

Frankenstein (2025), de Guillermo del Toro, apresenta um final emocional entre Victor e a Criatura, destacando perdão, responsabilidade e identidade.

Nesta versão, Victor deixa de ser mostrado apenas como um cientista frio e obcecado. Gravemente ferido após perseguir a Criatura até o Ártico, ele finalmente encara o “filho” que rejeitou. Em uma cena decisiva a bordo de um navio preso no gelo, Victor pede desculpas pelas crueldades e negligências cometidas, reconhecendo sua responsabilidade pelo sofrimento da Criatura.

Nessa abordagem mais humaniza, Victor se revela um homem consciente de seus erros. Mesmo assim, sua morte no navio reforça o custo trágico da ambição e o peso de tentar controlar a vida a qualquer preço.

A Criatura escolhe viver e libertar-se da vingança

Frankenstein (2025), de Guillermo del Toro, apresenta um final emocional entre Victor e a Criatura, destacando perdão, responsabilidade e identidade.

A Criatura ganha destaque pela sensibilidade e complexidade emocional. Ao longo do filme, sua trajetória evolui da vingança para a aceitação. Após a morte de Victor, ela escolhe viver, rompendo o ciclo de ódio que marcou sua existência.

Num gesto simbólico, a Criatura usa a própria força para libertar a tripulação presa no gelo. O ato sinaliza sua libertação interior e o desejo de romper com o sofrimento herdado. Sua cena final, banhada pela luz do sol e marcada por lágrimas, sintetiza sua humanidade profunda, vulnerável e finalmente livre.

Impacto e controvérsia entre críticos e fãs

Embora muitos elogiem o filme pela fotografia exuberante, pelas atuações contidas e pela ênfase em temas de empatia, parte da crítica aponta mudanças significativas em relação ao romance de Mary Shelley.

Entre os pontos debatidos:

  • A Criatura aparece mais inocente e simpática, o que suaviza parte do terror existencial da obra original.
  • Victor surge menos como um “cientista louco” e mais como uma figura trágica consumida pelo arrependimento.
  • O final, centrado em perdão e reconciliação, contrasta com interpretações mais sombrias e pessimistas do clássico.

Ainda assim, essa visão mais íntima e emocional reflete tendências contemporâneas do cinema, que valorizam temas como trauma, vínculos familiares e reparação emocional, sem abandonar os elementos de fantasia e horror.

Uma releitura moderna sobre humanidade e monstruosidade

Frankenstein (2025), de Guillermo del Toro, apresenta um final emocional entre Victor e a Criatura, destacando perdão, responsabilidade e identidade.

Com essa adaptação, Guillermo del Toro entrega um Frankenstein que dialoga com o público atual. A busca final de Victor por redenção e a escolha da Criatura pela vida convidam o espectador a repensar quem realmente carrega o peso da monstruosidade.

O filme propõe que os monstros não nascem do aspecto físico, mas das consequências das escolhas humanas, e deixa uma reflexão duradoura sobre culpa, perdão e identidade.